Quando a periferia ganha ferramenta, ganha também narrativa. E quando ganha narrativa, muda o jeito de existir no mundo.
É com essa visão que a Cia Encena fortalece sua parceria com o Latin American Training Center (LATC) para realizar, em Nova Iguaçu, o projeto Fazendo Meu Primeiro Filme — uma formação que vai além do conteúdo técnico e vira um gatilho real de pertencimento, autoestima e futuro para jovens das comunidades.
O que está em jogo aqui não é “aprender cinema”. É aprender a olhar, construir e contar. É disputar imaginários com linguagem própria. É abrir caminho profissional num setor que cresce, mas ainda é distante para quem vive nas bordas.
Um projeto ESG de inclusão social com impacto direto no território
O Fazendo Meu Primeiro Filme é um projeto ESG de inclusão social que conecta jovens das comunidades do Rio de Janeiro ao universo do audiovisual, entregando três coisas que mudam destinos: voz, ferramenta e oportunidade.
Ao longo de seis aulas semanais, os participantes aprendem técnicas cinematográficas e produzem seus próprios curtas-metragens utilizando o celular, sob orientação do professor Pedro Dannemann. A escolha do celular não é detalhe: é estratégia. É cinema possível, acessível e potente, usando o que a juventude já tem na mão — mas agora com método, linguagem e direção.
E o resultado não é simbólico: são filmes prontos, assinados por quem vive a história, com estética, intenção e autoria.
Nova Iguaçu como eixo: quando o território vira set, escola e tela
Em Nova Iguaçu, a parceria entre Cia Encena e LATC ganha uma dimensão especial. A Encena atua com raízes profundas na Baixada, construindo pontes entre cultura, juventude e oportunidades reais. O LATC soma experiência técnica, metodologia e articulação para garantir uma formação de alta qualidade.
Essa união cria um ambiente que não só ensina, mas acolhe e impulsiona: um espaço de criação, troca e pertencimento, onde a juventude percebe que não precisa pedir licença para criar — precisa de caminho aberto.
O cinema, aqui, vira também ferramenta de desenvolvimento humano:
- melhora a comunicação e a autoconfiança
- ativa o trabalho coletivo e a disciplina criativa
- amplia repertório cultural e visão de mundo
- aproxima a juventude de redes, referências e mercado
- gera portfólio e perspectiva de renda no audiovisual
Quem realiza e quem fortalece
A iniciativa é da Associação Comercial do Rio de Janeiro, por meio do seu Conselho de Cultura, com execução do Latin American Training Center e apoio da Secretaria Especial da Juventude Carioca, RioFilme, ABC Cursos de Cinema, Cia Encena e todo o Conselho Consultivo Estratégico do projeto.
Esse conjunto de apoios revela o que a Encena sempre defende: transformação de verdade não nasce de ação isolada. Nasce de articulação inteligente, parceria saudável e compromisso com resultado — sem tirar o protagonismo de quem é do território.
Edições do primeiro semestre: um circuito de territórios e futuros
No primeiro semestre, o projeto acontece em diferentes pontos do estado, mostrando que a periferia não é margem: é centro de criação.
- DEGASE — Belford Roxo (CAI Baixada)
- FAFERJ — Centro (RJ)
- BemTV — Niterói
- CasaCaju — Nova Iguaçu
- ABC Cursos de Cinema — Juv Rio
Cada edição carrega o mesmo propósito: formar jovens autores, capazes de produzir e apresentar suas próprias histórias com dignidade, técnica e potência.
O futuro contado por quem vive a história
A parceria Encena + LATC em Nova Iguaçu reafirma uma escolha política e estratégica: investir na juventude periférica não como “beneficiária”, mas como criadora, protagonista e agente de mudança.
Porque quando um jovem transforma sua vivência em filme, ele não está só registrando uma história. Ele está dizendo: “eu existo, eu crio, eu posso”. E isso tem um valor incalculável para o território.
Aqui, o futuro não é narrado de fora.
Aqui, o futuro é filmado por dentro.
Increva neste link – https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScNXj2U46asfl3WeE7f8GOUC8bzMG3VJHVvU-aJrdRk9-0u3g/viewform?pli=1
